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O Trânsito Louco do Vietnam

O trânsito em Hanoi, capital Vietnamita é completamente maluco. Haja adrenalina! As motos são onipresentes. Ao contrário das ruas chinesas, já dominadas pelos carros, as motos são, de longe, o veículo mais popular no Vietnã. O incansável país, que não para de crescer, de mudar de cara, se locomove sobre duas rodas.

Nas ruas do Vietnã nada é impossível. Todos os dias, sobre uma única motocicleta, é comum ver cenas do tipo: três operários da construção civil, que ainda carregam suas ferramentas; famílias inteiras, com as crianças sem capacete; mulheres bem vestidas com salto alto agulha; homens fazendo mudanças, carregando até sofás; e outras cenas que desafiam as leis da física ou do que entendia como bom senso. Os vietnamitas fazem de tudo com suas motos, desde mudanças e entrega de mercadorias à simples locomoção de casa para o trabalho ou escola.

O trânsito funciona mais ou menos assim: as motos, milhares delas, vêm de todos os lados e podem seguir para qualquer direção. Elas estão sempre muito grudadas uma às outras, especialmente nos cruzamentos, quando, apesar de todos estarem em baixa velocidade, parece que todo mundo vai esbarrar em todo mundo.

Os turistas descrevem o trânsito do país como: caótico, sem leis, perigoso, louco, e por aí vai. Mas o mais interessante é que por trás do aparente caos as coisas funcionam, melhor do que em São Paulo e no Rio de Janeiro, por exemplo. Depois que se acostuma, certamente é mais seguro guiar aqui do que nas ruas das grandes cidades brasileiras. Os vietnamitas, além de guiarem bem suas motos, costumam ir devagar. Além disso, não vejo engarrafamentos em Hanói. As coisas estão sempre andando, por mais que devagar.

Aparentemente todos têm motos, do mais pobre ao mais rico. Da universitária ao camponês, da jovem de quinze anos ao senhora de sete décadas, todos encaram a “loucura” das ruas do país. As motos costumam ser simples, não muito potentes. Já os mais privilegiados optam pelas automáticas e mais estilosas.

Acredito que este incompreensível trânsito reflita em partes a alma de um país que está sempre se movendo, mesmo que devagar, em direção a uma vida melhor. As leis, aquelas que estão no papel, são frequentemente desrespeitadas, o que não quer dizer que não há regras implícitas. Mas isso é tema para tese mestrado. Uma coisa é fato, descobrir o Vietnã é melhor e mais divertido sobre as duas rodas de uma moto, como fazem os locais.

Dá só uma olhada no Caos(rsrs):

Você Sabia? O Vietnã é um país mais seguro que o Brasil (apesar da pobreza)

O Vietnã tem um PIB per capita cerca de 3 vezes inferior ao do Brasil. Saiu de uma guerra que durou 21 anos há cerca de 40 anos (ou seja: tem muita gente caminhando na rua que lutou na guerra). Minas terrestres ainda estão espalhadas pelos campos remotos do país, e volta e meia um camponês morre ou é severamente machucado pela explosão de uma delas.

Aí você pensa: vamos entrar num país muito inseguro. Sequestros, roubos, assassinatos devem estar por toda a parte (afinal, não é assim aqui no Brasil?).

Você pensa assim até que de fato entra no país. E enxerga, com seus próprios olhos, o que as estatísticas já dizem. Que o povo é calmo, seguro, pacato, conservador. Que as pessoas caminham na rua até altas horas da noite, sem problemas, mas que a maioria dorme e acorda cedo (tipo, bem cedo, 5h da manhã cedo). Costumam trabalhar muito e desde cedo.  Já presenciei várias mulheres acordando a essa hora para fazer Tiaras para Bebê para vender.

Alguma coisa deve explicar o que faz com que um país que passou por tanta dificuldade, e ainda batalha para tirar a sua população da pobreza, pareça tão feliz. Talvez seja o paradoxo da satisfação, que diz que quanto mais aumentamos o padrão de vida de uma sociedade, mais ela se torna insatisfeita.

Não sei –precisaria entender de sociologia para entender melhor este fenômeno. Há quem diga que a TV aberta, mostrando todos os dias a vida dos ricos e famosos, dos bem-sucedidos e da aristocracia tupiniquim via novelas, faz acirrar o sentimento de desigualdade entre os que não são agraciados pela roleta do nascimento em berço de ouro.

Há também o uso dos meios de imprensa de massa para propagar a mensagem “bandido bom é bandido morto”, o que só fortalece e dá crédito para quem acredita no uso da violência como saída. Vimos pouquíssimas televisões no Vietnã.

A única coisa que sei é que estar tanto tempo no país fez todo esse descontentamento no Brasil parecer muito errado.

O Vietnã nos encanta. A sua beleza mais crua, menos pasteurizada e “pronta” para o turismo que a vizinha Tailândia, nos encantou. Antes de embarcarmos nesta viagem o Vietnã era um destino meio tenebroso, marcado pela guerra, e sem atrativos.

Tudo isso mudou quando finalmente colocamos o pé no país. Como é bom se surpreender com novos lugares!

Espero que este post lhe inspire a colocar o Vietnã nos seus planos de viagem. Ele é realmente um país maravilhoso, tanto em cultura quanto paisagens: um mix bem elaborado que preenche o prato de qualquer viajante.

Sugestão de Itinerário para Conhecer o Vietnã

Muitas pessoas nos perguntam por um roteiro interessante para uma primeira visita ao Vietnã.

Segue umas sugestão que antigamente era oferecida pela NINE DRAGONS, saindo dos EUA:

Dias 1 e 2: Viagem dos EUA para o Vietnã. Check-in para o Rex Hotel.

Dia 3: Saigon city tour. Palácio Presidencial, Museu Remanescentes da Guerra, fábrica de laca, Museu de História.

Dia 4: Excursão de dia inteiro a Tay Ninh, onde você poderá assistir à fascinante cerimônia do templo ao meio-dia, passear pelos jardins formais e ver murais retratando a teologia ea história desta incrível religião única para o Vietnã. Em seguida, vá para o infame Cu Chi túneis em que Viet Cong viveu e de que eles atacaram Saigon ea Embaixada dos EUA.

Dia 5: Cruzeiro de barco no rio Mekong da capital provincial de My Tho. Vinh Trang Pagoda, uma ilha de pomar onde você pode experimentar várias frutas tropicais e visitar na casa de um fazendeiro ou a casa do apicultor, e uma viagem de gôndola através de canais estreitos. Almoço em um restaurante ribeirinho com “peixe de orelha de elefante”.

Dia 6: Saigon sightseeing e compras; Cho Lon, Chinatown de Saigon; Pagode de Thien Hau; Passeio de xich-lo de Cho Lon ao Saigon do centro; Local da antiga Embaixada dos EUA; Gustav Eiffel – estação de correios central projetada; Catedral de Notre Dame; Saigon beira-rio; Compras em Dong Khoi (Tu Do), Le Loi e Nguyen Hue Streets e muito mais.

Dia 7: vôo da manhã para Da Nang. Fique no Bamboo Green Hotel. Da Nang City tour: Museu Cham, Montanhas de Mármore, onde você terá uma vista panorâmica de toda a cidade, e da China praia que foi um R & R Center durante a guerra (trazer um traje de banho).

Dia 8: Excursão de dia inteiro a Hoi An cidade antiga. japonês
Ponte coberta, casas mercantes japonesas históricas, capela da família de Truong, salões de comunidade chineses. Então visite o Meu Filho
Arqueológico, as ruínas mais notáveis ​​do antigo Cham
civilização. Retornar para Da Nang.

Dia 9: Este dia começa com um começo cedo para dirigir a Hue sobre
O Hai Van Pass. A foto pára na passagem, na estrada da montanha e na vila e na praia de Lang Co. Check-in para o Huong Giang Hotel. Visite a Cidadela, a cidade proibida do Vietnã e o lar dos imperadores da Dinastia Nguyen, ea Torre da Bandeira. Depois do almoço iremos cruzar o Rio Perfume para o Pagode de Thien Mu, o mais antigo e mais importante Santuário Budista no Vietnã. Também visitaremos o parque do mausoléu do Imperador Tu Duc.

Dia 10: vôo da manhã para Hanoi. City tour após o check-in no Hotel Hanoi Horison. Templo da Literatura, Museu do Exército, e os restos do infame “Hanói Hilton” (Hoa Lo Prisão).

Dia 11: Mausoléu de Ho Chi Minh, Casa do Tio Ho em Stilts eo Pagoda de Um Pilar. Em seguida, partem para Ha Long Bay em tempo para um mergulho ou passear na praia antes do jantar. Atravesse o Rio Bach Dang, local de duas vitórias navais vietnamitas sobre invasores mongóis / chineses. Ha Long Bay Hotel.

Dia 12: Cruzeiro em Ha Long Bay entre as 3.000 ilhas. Nadar em uma praia da ilha ou fora do barco em uma lagoa profunda. Vá spelunking em cavernas naturais. A bordo festa de frutos do mar de peixes recém-capturados, caranguejos, e camarão. Retorno a Hanoi.

Dia 13: Passeio a pé / compras do Bairro Antigo de Hanói. Museu de Belas Artes. Tempo livre à tarde. Water Puppet Theatre depois de um jantar de despedida.

Dia 14: Vôo de retorno para os Estados Unidos.

A maior Caverna do Mundo fica no Vietnã

Hang Son Doong foi descoberta recentemente, e no momento apenas grupos guiados tem entrada permitida – o que faz com que o custo seja bastante alto, algo em torno de 3000 dólares por pessoa para 5 dias.

Dá uma olhada neste post aqui sobre um fotógrafo que acampou por lá.

A Baía de Halong e Tam Coc são dois Patrimônios da Humanidade e não custam o rim, o baço e o cerebelo para conhecer. Ainda há a região de Sapa, Hué e não nos esqueçamos da lindíssima Hoi An.

Tá vendo? Nem tudo é guerra no Vietnã.

A caverna contém uma selva, um rio e tem espaço de sobra para arranha-céus de 40 andares! A enorme caverna está localizada a 280 quilômetros ao sul da capital Hanói, no parque nacional vietnamita Phon Nha-Ke Bang.

Son Goong traduz-se como  “Caverna do Rio da Montanha”. Foi criada 2-5 milhões de anos atrás pelas águas dos rios corroendo o calcário debaixo da montanha.

Ela foi descoberta em 1991 por um fazendeiro local, mas as primeiras pessoas que realmente exploraram a caverna foram especialistas britânicos em 2009.

A caverna como um todo é estimada em 140 quilômetros de comprimento.

Ela contém a sua própria vida animal, lagos, floresta tropical, praias e um rio.

Muitas cavernas têm relíquias de uma era pré-histórica, como estátuas ou pinturas nas paredes da montanha. Mas nada comparado ao que foi encontrado em Son Doong.

Os primeiros turistas visitaram a caverna em 2013.

A caverna tem também pérolas raras que são formadas quando água carregada com sais minerais pinga do teto de uma câmara para formar uma pequena esfera de depósitos minerais que cresce em uma pequena pérola mineral.

Conheça mais esse mundo subterrâneo e se inspire pela beleza da natureza:

Coisas que você precisa saber sobre o Vietnã #1

Eu acho que é pior ter uma imagem distorcida de um país do que não saber nada dele… O Vietnã parece estar no primeiro caso aqui no Brasil: o que o brasileiro médio sabe ao seu respeito é povoado por imagens da Guerra do Vietnã, vietcongues, ameaça comunista, moças muito magras com roupas esvoaçantes e lanternas. Antes de pensarmos em ir para o Vietnã, minha principal referência sobre ele eram os vários filmes –americanos–que retratam a guerra.

Quando já estávamos em solo vietnamita, e para confirmar essa percepção de que temos uma visão ruim sobre o país, uma amiga me pergunta: “o que tem para fazer no Vietnã?”

Vou lhe dizer uma coisa: o Vietnã é um exemplo para o mundo. Em sua curta e recente história sem guerras, ele se ergueu como uma nação vibrante, alegre e cheia de atrativos.

Em uma série de posts, vamos falar sobre algumas dessas maravilhas e o que você precisa saber antes de ir pra lá.

Ocupações

Se você está pensando em ir para o Vietnã, talvez seja bacana dar uma olhada na história do país antes de sair de casa. Aquela região do mundo costuma passar batida nas nossas aulas de história –que privilegiam a história da civilização ocidental. Somente começam a mencionar o Vietnã nos anos 70, e mais devido ao impacto que a Guerra da Opressão Americana (como é conhecida a guerra por lá) teve sobre os Estados Unidos, do que pelo impacto sobre a própria sociedade vietnamita.

A região mais ao norte do Vietnã foi invadida e dominada pelos chineses por cerca de 1000 anos –traços da cultura chinesa ainda aparecem nos templos daquela região. A expulsão dos chineses é até hoje motivo de orgulho dos vietnamitas, tanto é que o lago da região central de Hanói –Hoan Kiem– é nomeado em homenagem uma das lendas desta guerra. A dominação ainda é motivo de animosidade entre os dois países, que disputam um território no Mar da China.

Se você se incomoda com chineses na Torre Eiffel, Museu Britânico ou Disney, o Vietnã é uma boa alternativa: poucos chineses cruzam a fronteira para visitar o país. E, quando cruzam, percebe-se ao longe sua nacionalidade.

Depois que os chineses foram expulsos, em 939, o Vietnã ficou quase 1.000 anos em paz e conseguiu formar uma monarquia própria. Até que, em 1859, chegaram os franceses achando que tinham direitos àquelas terras. Quando você ouve falar de Indochina, é o território do Vietnã, parte da Tailândia e Camboja ocupado pelos franceses.

A dominação durou 92 anos –período no qual a potência europeia sugou tudo o que podia por ali. Durante a Segunda Guerra mundial, foi invadido pelo Japão, que depois ganhou permissão dos franceses para manter tropas no local. Isso aumentou ainda mais a exploração dos recursos, levando a uma fome generalizada em 1945 –matando mais de 2 milhões de pessoas.

Durante este período, os espertinhos franceses mantiveram a coroa vietnamita no lugar, gerando o que depois veio a ser chamado de “imperador-marionete” –pois, de fato, era apenas uma figura alegórica. Quem governava eram os franceses.

Quando por fim os franceses foram expulsos, junto com os japoneses, os Estados Unidos entrou em cena para “defender o mundo da ameaça comunista”. O país, que já estava em guerra com os franceses de 1946 a 1954, entrou em guerra com os Estados Unidos a partir daí. A guerra de Opressão Americana durou nada mais, nada menos, do que 21 anos.

A típica estrutura vietnamita: pacíficos bonsais ao lado de instrumentos de guerra.

Vinte e um anos, após oito anos de guerra contra a França –29 anos ininterruptos de guerra em um país. Realmente, o Vietnã deveria ser uma grande ameaça naqueles dias, não?

Daí você se pergunta, o que os Estados Unidos estavam fazendo lá do outro lado do mundo, impedindo que um país se unisse? Um relato muito elucidativo a respeito, escrito como uma catarse de um veterano da Guerra, pode ser lido aqui.

Depois dessa pequena aulinha de história vamos nos despedir.

Até o próximo post!